domingo, 4 de dezembro de 2011


EVENTO DO LANÇAMENTO NO DIA 27


    No último dia 27 (novembro de 2011), entre 15h e 19h ocorreu o lançamento do livro "A fórmula da vida" da Professora Adriana Igrejas, no Parque de Eventos da Prefeitura de Mesquita. Apesar do dia nublado e levemente chuvoso, o evento foi um sucesso. Belo e memorável.
   Rafael Gomes, animador cultural do Colégio Estadual Dom Adriano Hipólito e atualmente lotado na Metropolitana I foi o mestre de cerimônias.




      Compuseram a mesa: A autora Adriana Igrejas, o editor da Letra Capital; João Baptista, o presidente da Academia de Letras e Artes de Mesquita, o Senhor Othon Ávila Amaral; o acadêmico Gláucio Cardoso e o acadêmico Jorge Rocha e a representante da Secretaria de Cultura, Meire de Oliveira.





       O Senhor Othon Ávila do Amaral, presidente da ALAM discursou a cerca da presença e história da ALAM no município e parabenizou Adriana pelo livro.

Adriana Igrejas com Meire de Oliveira e os acadêmicos



     O poeta Jorge Rocha declamou dois poemas de sua autoria que, bem humorados e jocosos, provocaram sorrisos e apreciação geral do público presente.




 
   O também poeta e professor Gláucio Cardoso discursou sobre a importância da arte e literatura e parabenizou Adriana pela iniciativa do livro.





    O editor João Baptista falou em nome da editora sobre o livro da autora como um retrato do Rio de Janeiro dos dias de hoje e sobre como o livro constitui documento histórico para o futuro.
O editor e autora


      A representante da Secretaria de Cultura, Meire Oliveira falou rapidamente sobre o apoio da Prefeitura e sobre a autora e o livro.




      Adriana Igrejas fez seu discurso. Vejam o vídeo:






      Em seguida, tivemos a leitura dos trechos favoritos de três pessoas que leram o livro antes do lançamento:



      Patrícia Igrejas leu um trecho do capítulo: "Quase uma garota normal", colocando que o texto em questão, mostra a complexidade da personagem principal.







      Terminada sua sessão com Vilma, Catarina sentiu-se aliviada, como costumava acontecer. Não só por falar com alguém sobre si, mas porque, ao fazê-lo, meditava sobre quem era e o que fizera até o momento, avaliando sua condição como ser humano, suas opções, caminhos, escolhas, decisões.
     Não contava tudo, mas ao passar, mesmo que superficialmente, por cada episódio, lembrava, revivia e construía dali a experiência, tirava a conclusão. Narrou mais fatos do que sentimentos. Mas sentiu cada momento ao repassá-lo. Sim, confessava o ódio, o desejo de vingança, a dor, a revolta e a falta de fé. Revelava a falta de confiança nas pessoas e demonstrava seu ceticismo, cinismo e ironia cáustica. Não mencionava, no entanto, nada que considerasse fraqueza. Não falou sobre sua pesquisa acerca das religiões, nem sobre a esperança vaga em uma vida após a morte e um possível perdão. Não falou de como se sentia mal consigo mesma, o quanto sua consciência era atormentada, nem de sua solidão. Não classificou seus medos e dúvidas quanto ao que era certo ou errado. Definitivamente não contou sobre seu primeiro, único e decepcionante beijo, nem sobre sua amizade com o delegado e, muito menos, deixou escapar sua tremenda mágoa do padrinho.



     O Prof. Arnaldo Siqueira leu um trecho do Capítulo  "Ariel". O Prof. Arnaldo mantém um blog (Dicas do Duda - arnalduda.blogspot.com) onde dá dicas sobre quadrinhos, filmes e livros. No seu blog ele publicou recentemente uma resenha sobre "A fórmula da vida".





     "O garoto do revólver olhou sem entender para o celular que já havia sido entregue. Foi tudo muito rápido. Catarina olhou para um e para o outro e quis gritar não, mas o estampido soou antes que ela conseguisse emitir qualquer som. Seu não saiu atrasado, desesperado, em pranto. Virou-se para o homem que caía ao seu lado e mal pôde segurar o corpo que caía mortalmente ferido.
     Subiu-lhe pela garganta uma queimação que foi aumentando com um ódio que seu ser já bem conhecia. Um ponto a mais para o diabo levar sua alma. A revolta dominou-a e ela se lançou ao assassino. Não pensava, não media, havia apenas um alvo: o algoz de Ariel devia pagar! Com um salto voou os dois metros que o separavam dele, ainda atônito. Caiu já com a perna chutando a arma, que voou e caiu longe. Cega de fúria, iniciou o espancamento do pelintra. Chutou-o nos testículos e no estômago. Socou-o repetidamente no rosto. Ele mal conseguia se defender. Não esperava aquilo e sem seu revólver, não era valente.
     As mãos de Catarina já estavam sujas de sangue. O nariz e o maxilar dele já estavam quebrados. Logo ele caiu no chão e não se levantou mais. Catarina ajoelhou-se sobre ele e continuou a socar-lhe o peito, xingando-o de várias formas. Só parou quando ouviu um burburinho e uma voz que gritou:
     − Olha só, ela matou os dois!
     Só então ela levantou o olhar e pareceu despertar de seu acesso de cólera. Viu suas mãos e olhou para o rosto já deformado do assassino de Ariel. Olhou em volta e viu que uma multidão de curiosos começava a se juntar. Eles ouviram o tiro, é claro, pensou. Alguém já teria chamado os policiais daquela patrulhinha que viu na outra rua. Concluiu que o garoto do canivete havia fugido e levado sua mochila. Mas o envelope e a carteira de Ariel estavam com o outro. Recolheu-os. Foi até Ariel.
     As pessoas olhavam para ela em assombro e ninguém tinha coragem de ir até ela. Quis verificar o que ele tinha no bolso, se era mesmo uma arma. Puxou o volume: era mesmo um celular, na verdade, um rádio Nextel, preto. Mas que tolo! Já tinha entregado o celular, por que entregar o rádio também? O desgraçado do bandido burro não pensou que uma pessoa podia ter dois celulares ou um rádio! Matou o pobre Ariel por isso! Mas estava mesmo morto? Colocou dois dedos no pescoço dele para tentar sentir o batimento, mas mal pôde senti-lo, viu-se puxada pelos braços, por dois homens.
     − Isso! Não deixa ela acabar de matar ele não! − gritou uma voz entre a multidão.
     Catarina apavorou-se ainda mais quando escutou que a polícia estava chegando. Refletiu por alguns instantes no que iria lhe acontecer. Podiam acusá-la de matar os dois. Iria presa, já não seria mais menor de idade! Seria presa em flagrante! Tinha que eliminar o flagrante!
     Pensando assim, rapidamente se livrou dos dois grandalhões que queriam bancar os heróis prendendo uma garota que pesava cinquenta e cinco quilos. Bastaram duas cotoveladas e pisões nos pés. Fugiu. Correu por entre a multidão empurrando quem encontrava no caminho. Correu até o carro e dirigiu feito louca por meia hora. Deu algumas voltas no quarteirão antes de se resolver a ir para casa."






     A Professora Aline Neto do Sacramento leu um trecho do capítulo: "O que há em um nome?", ressaltando que é o trecho que introduz diálogos que achou engraçados, algo que a surpreendeu, já que não podia imaginar que Adriana tivesse um lado cômico.







(O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos
                                                      rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem.) 
           Romeu e Julieta (II, ii, 1-2)




      Gregório começou a implicar com Ariel. Logo viu que não ia dar certo continuarem a trabalhar do jeito que estavam, calados, formais... Por outro lado, ela tinha sido bem clara quando disse que não gostava dele e não queria que fossem amigos. Então, ser gentil com ela, como ele foi, na noite em que a viu no gramado olhando as estrelas, era perigoso. Iniciou uma nova tática. Ela era péssima em apenas uma coisa: jogos de palavras, duplos sentidos, provocação. Ele logo descobriu que a moça ali, sob aquele aspecto, era mais ingênua que uma colegial. Ela havia prometido que nunca mais bateria nele, mesmo sob provocação! E ele logo depreendeu que ela só sabia se defender fisicamente!
      Começou a fazer as primeiras experimentações com leves insinuações e ficou pasmo ao constatar que ela era incapaz de entendê-las se fossem sutis. Por outras vezes, quando entendia, ruborizava-se e ficava em silêncio. Ele queria provocar mais!


    APRESENTAÇÕES DE ARTES MARCIAIS


    As artes marciais fazem parte da vida da autora, que treinou Karatê na adolescência e passou a treinar taekwondo na vida adulta. Por causa dessa paixão pelas artes marciais, foi inevitável que a personagem principal tivesse como característica ser uma lutadora. Mais que isso: lutar é vital para a personagem e para o enredo do livro, que com isso acaba tendo muitas cenas de ação. Para ajudar um pouco o leitor a visualizar cenas, e não achar que é impossível, coisa de cinema, Adriana programou duas apresentações de artes marcias:

      Vídeo em breve.
      Apresentação de Taekwondo dos alunos do Professor Leandro Rodrigues, faixa preta, terceiro Dan, campeão brasileiro de 2009. Adriana treina com o professor Leandro na Vila Olímpica, o Parque de Eventos.

     Em seguida, tivemos a apresentação de Karatê, dos alunos do Professor Dilson, Mestre de quinto Dan.

      SESSÃO DE FOTOS E AUTÓGRAFOS COM COQUETEL



Adriana com Meire de Oliveira e Meirinha










Adriana autografa o livro de Meirinha


Adriana autografa os livros das colegas de trabalho Edna e Dejenane






Adriana com flores enviadas pela Escola Brito Elias






Márcia, Adriana, Luciano e Patrícia

Regina e a neta Isis com Adriana









Adriana Igrejas autografa para a tia Yolanda Igrejas


Adriana e Patrícia


Adriana e Zelinda






Adriana com a amiga Aline Neto do Sacramento


Adriana e Márcia


Adriana e a amiga Vera Cristina


Adriana com os vizinhos Cláudia, Cláudio e Luiz Felipe.


Adriana Igrejas e o Prof. Arnaldo


Adriana e Tábata


Adriana e os acadêmicos


Lucian, Adriana, Mirna e Paulo


Adriana com seus alunos Breno e Alexander da turma 1001


Adriana com a escritora Eva Derossi


Adriana com Sérgio e Geomara

Autografando o livro do Professor Leandro



Adriana autografa para Nara, coordenadora do Colégio Dom Adriano




Adriana autografando para Gláucio, Professor e acadêmico








Luciano, Adriana e Verônica

Adriana com o Professor Vinícius e Professora Elta







Professor Leandro com Adriana


Suely e Adriana


Adriana e Guilherme

Adriana com a Professora Elza

Agradecemos  a Deus, o pai maior e àqueles que ele permitiu que estivessem no evento.
Obrigada.
Adriana Igrejas.

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